04 fevereiro 2010

POESIA A CONCURSO


A poesia vai a concurso
Em Santa Barbara de Nexe`
É a cultura no seu percurso
Pelas belas "Terras de Nexe"!

23 janeiro 2010

O GATO E O RATO


"... a lei do mais forte!"


O Ratinho distraído
Hoje foi surpreendido
Pelo Gato qu'é matreiro
E sem lhe poder escapar
Acabou assim por ficar
Feito seu prisioneiro!

O Rato atrapalhado
Pensa estou bem lixado
Quem me poderá acudir
E mal o Gato o põe no chão
Ele prega um esticão
Arranca d'ali a fugir!

Mas o Gato é felino
Ao Rato traça destino
Não o deixando escapar
E apenas dum salto só
Agarra o Rato sem dó
Que fica a estrebuchar!

Rosne o Gato
Guincha o Rato
Numa luta desigual
Sem saber o que fazer
Eu fico aqui a ver
Esta cruel cena mortal!

Assim como começou
A história terminou
Para o Rato sem sorte
Então tive a certeza
Que ali na natureza
Venceu a lei do mais forte!

16 novembro 2009

SEM POLITICAISMOS

"Já são histórias a mais..."


Dos políticos sou descrente
Nem os quero ouvir falar
Este rouba, aquele mente
Em quem posso acreditar?


Más noticias nos jornais
Sucedem-se a cada dia
Já são histórias a mais
Assim a gente desconfia!


Para a verdade esconder
Mostram-se muito ofendidos
Dizendo e mandando dizer
Que estão a ser perseguidos!


Mas no fim das contas, a final
Como isto acaba já sabemos
Nada se paga em Portugal
Com esta justiça que temos!

02 setembro 2009

POLITICAISMOS III

"Um respigo e não só ..."

EM TEMPO DE ILUSÕES
UMA CERTEZA PORÉM
AOS RICOS ELES DÃO MILHÕES
AOS POBRES UM PASSA BEM!


NAS PRAÇAS, FEIRAS E MERCADOS
MAS QUE SIMPÁTICOS ELES SÃO
VÃO DANDO POR TODOS OS LADOS
ABRAÇOS E APERTOS DE MÃO!


MAS QUE BELO CANDIDATO
QUE SIMPÁTICO QUE ELE É
NA PROCURA DO MANDATO
DEIXA O CARRO E VAI A PÉ!


AGORA SÃO ARRUADAS
E MESMO QUE SEJAM BANAIS
NA AGENDA SÃO MARCADAS
P'RA NOTICIA NOS JORNAIS!

02 agosto 2009

HISTORIAS DE GUERRA VIII

"Bassarel"


Chegaram os “piras”!
Chegaram os periquitos!
Eram os gritos de alegria, dos guerreiros que nos aguardavam em Bassarel.
A “velhice” vai para a “peluda”, os periquitos ficam!
E ficámos!
Eles partiram eufóricos, em direcção a Teixeira Pinto, juntando-se ao seu Batalhão, numa coluna que os levaria até Bissau e daí para casa.

Nós por cá continuaríamos por mais onze meses recheados de episódios, acidentes e incidentes de guerra.

Bassarel, era um pequeno aldeamento, constituído por um aglomerado de “Tabancas”, casas muito rudimentares, situado entre Teixeira Pinto e “Calequisse”.
Um poço de água salobra, com uma bomba manual que servia igualmente a população civil e os militares, situava-se a pouca distancia da porta de armas, assim como, um posto de saúde publica, o qual era unicamente operado pelo nosso guerreiro enfermeiro furriel Mendes. Tudo fora do aquartelamento.

Num espaço desmatado e plano situava-se o aquartelamento, idêntico a muitos outros na Guiné, a sua configuração era a de um quadrado, limitado por duas vedações de arame farpado.
A cada um dos seus quatro cantos, instalações para um Grupo de Combate, ao centro funcionavam o Comando e os serviços da Companhia, tais como secretaria, radiocomunicações, enfermaria, bar, oficina de armamento, oficina de mecânica, armazém de víveres e respectiva cozinha.
Escavado no solo, praticamente invisível estava o paiol, onde eram armazenadas as munições.
A iluminação, era fornecida por um gerador eléctrico situado próximo da porta de armas, entre os dois arames.

Como protecção existiam em frente ás saídas de todas as instalações, muros construídos com bidões de chapa cheios de areia. Também em cada um dos quatro cantos existiam os postos de vigia construídos igualmente com bidões e areia. A completar este esquema de segurança existiam valas escavadas na terra circundando as instalações dos grupos de combate até aos postos de vigia que ofereciam alguma protecção.

Junto à porta de armas, o mastro onde hasteávamos diariamente a Bandeira Nacional.

Tudo parecendo um pouco improvisado mas que na prática funcionava.