11 junho 2015
DE REPENTE
Eu faço um verso diferente
Porque o faço de repente
Como gosto de fazer
Enquanto o vou pensando
Na memória vou guardando
Para logo a seguir o dizer!
Minha rima improvisada
É como porta de entrada
De uma imaginação sem fim
Assim em qualquer momento
Eu digo em verso de repente
O que vai dentro de mim!
Não sei se isto é poesia
Ou se é pura fantasia
Da minha imaginação
Mas tenho quase a certeza
De que foi a mãe natureza
Que me deu esta missão!
27 maio 2015
PROFESSOR
Mote
Professor é ser um pai, é ser irmão
É ser amigo em tudo o que ele faz
É ter o saber ao pé do coração
É ser paciente, é ser bom, é ser capaz
Professor é ser um pai, é ser irmão
É ser amigo em tudo o que ele faz
É ter o saber ao pé do coração
É ser paciente, é ser bom, é ser capaz
(Prof. Amilcar Quaresma)
Ele foi mestre na arte de ensinar
D’ela fez também a sua profissão
Até q’um dia acabou por confessar
Professor é ser um pai, é ser irmão
Na vida ele sempre se preocupou
Trabalhar, ser coerente e eficaz
E ao dedicar-se como se dedicou
É ser amigo em tudo o que ele faz
Gostava de poetas e trovadores
Que amava quase com adoração
Quem dá assim aos outros estes valores
É ter o saber ao pé do coração
Foi jogral, como o melhor dos jograis
No teatro amador, aquele que tudo faz
Por tudo isto e até por muito mais
É ser paciente, é ser bom, é ser capaz
Ele foi mestre na arte de ensinar
D’ela fez também a sua profissão
Até q’um dia acabou por confessar
Professor é ser um pai, é ser irmão
Na vida ele sempre se preocupou
Trabalhar, ser coerente e eficaz
E ao dedicar-se como se dedicou
É ser amigo em tudo o que ele faz
Gostava de poetas e trovadores
Que amava quase com adoração
Quem dá assim aos outros estes valores
É ter o saber ao pé do coração
Foi jogral, como o melhor dos jograis
No teatro amador, aquele que tudo faz
Por tudo isto e até por muito mais
É ser paciente, é ser bom, é ser capaz
06 fevereiro 2015
TER PENA
Tens pena e eu tenho pena
Nossas penas são iguais
Não vale a pena ter pena
Porque já são penas a mais!
Ter pena pelo que não fiz
É uma pena desgraçada
Só me faz sentir infeliz
A pena não serve de nada!
Pena pelo que fiz errado
É uma pena mais sensata
Deixa-me mais aliviado
Na pena que quase me mata!
Tenho pena de já não poder
Ser aquilo que eu era
E por estar a tentar viver
Um passado, uma quimera!
Tenho pena do que me faz
Pensar tanto nesta vida
Tenho pena de lá atrás
Ver a mocidade perdida!
Na vida as penas são tantas
Que tenho e hei-de ter
Ainda nem sei penas quantas
Eu terei para esquecer!
É impossível esquecer
A pena que isso me dá
Ver tanta gente a sofrer
Só porque dinheiro não há!
Tenho pena de não ter
Esse dinheiro que falta faz
E a todos poder dizer
Tomem lá, vivam em paz!
Se mais penas houvera
Mais penas eu teria
Com tantas penas quisera
Eu não ter penas um dia!
E mesmo para terminar
Em geito de conclusão
Tenho pena de acabar
Mas já falta inspiração!
29 dezembro 2014
FAVAS DOBRADAS
Ao meu amigo José Elias Moreno que receava que o mandasse "à fava" depois de um comentário que fez ás minhas "favas dobradas"...
Mas gostava de lhe dizer
Só no tempo exagerei
Para apressado não parecer!
Seja qual for a receita
Eu por favas sou louco
Se a coisa é bem feita
Até como favas com choco!
Feitas de que maneira for
Quando a comida era escassa
Minha mãe costumava pôr
Favas, até no feijão com massa!
E se a fome me matava
Como se fora um algoz
Comia que me fartava
Umas favas com arroz!
Se já estiver a esbranquiçar
E com água e sal cozinhada
A essa costumamos chamar
Fava de sapatada!
Se já estiver a esbranquiçar
E com água e sal cozinhada
A essa costumamos chamar
Fava de sapatada!
Feitas de toda a maneira
As favas são uma alegria
Ás vezes por brincadeira
Até cruas, eu as comia!
Mas para o meu paladar
Até com algum feitiço
Nada se pode comparar
Ás belas favas com chouriço!
Mas para o meu paladar
Até com algum feitiço
Nada se pode comparar
Ás belas favas com chouriço!
22 agosto 2014
GOSTO
Gosto de ouvir cantar
E também de ver rimar
Uma palavra com outra
Tudo ouço com gosto
E se estou bem disposto
Também faço uma rima ou outra!
Não sou poeta nem nada
Deixo só alinhavada
Uma rima imperfeita
Faço isto porque gosto
De ver um sorriso no rosto
De quem minha rima espreita!
Sou como um poeta acanhado
Que vive todo dobrado
Ao peso da timidez
Num sentimento de culpa
Ele quase pede desculpa
Por estes versos que fez!
Eu não tenho a ousadia
De sequer pensar que um dia
Posso ser poeta afamado
Minhas rimas vou fazendo
Na esperança que as vão lendo
E que seja assim lembrado!
E também de ver rimar
Uma palavra com outra
Tudo ouço com gosto
E se estou bem disposto
Também faço uma rima ou outra!
Não sou poeta nem nada
Deixo só alinhavada
Uma rima imperfeita
Faço isto porque gosto
De ver um sorriso no rosto
De quem minha rima espreita!
Sou como um poeta acanhado
Que vive todo dobrado
Ao peso da timidez
Num sentimento de culpa
Ele quase pede desculpa
Por estes versos que fez!
Eu não tenho a ousadia
De sequer pensar que um dia
Posso ser poeta afamado
Minhas rimas vou fazendo
Na esperança que as vão lendo
E que seja assim lembrado!
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