"Sonhava ... Possui-la!"
Costumava admirá-la de longe.
Vê-la passar rápida, segura, imponente, era para mim, momento inesquecível de prazer
A sua beleza fascinava-me!
Sonhava conhecê-la melhor, tocar-lhe, acariciá-la. Possui-la!
A sua imagem não me saía do pensamento.
Constantemente imaginava como seria bom passearmos juntos, percorrer as velhas e novas estradas, por montes, vales, planícies, correr junto ás praias.
Ir juntos para o trabalho, regressar a casa. O descanso, o recomeçar de um novo dia, o fim-de-semana, repetindo incansavelmente cada segundo, minuto, hora, dia que passássemos juntos.
Ontem inesperadamente ei-la mesmo á minha frente. A pouco mais de vinte metros. Parada, parecia estar á minha espera.
O meu coração acelerou, disfarçando a ansiedade, caminhei nervoso na sua direcção.
Em poucos segundos cheguei junto dela.
Com um terno olhar percorri todo o seu belo corpo, queria apertá-la entre os meus joelhos, debruçar-me suavemente sobre ela, sentir-lhe o palpitar, o cheiro, o calor!
Não escutava o que diziam os que como eu a admiravam porque me pareciam desnecessários todos os comentários á sua beleza.
Só queria partir com ela daquele local o mais rápido possível. Agora tinha a certeza, ela seria minha!
Atabalhoado pus o capacete protector e coloquei-a entre as minhas pernas. Toquei levemente num dos seus botões e logo senti o palpitar do seu coração!
Alguém me disse, basta acelerar que destranca automático a suspensão.
Foi o que fiz!
Partimos!
De início de forma suave mas depressa quis experimentar outra velocidade e acelerei! Ela obedeceu aumentando a velocidade.
Que delicia que prazer, não há nada semelhante a este sentimento de liberdade!
Ali estava eu pilotando a minha nova Piagio.
Pareciam eternizar-se estes momentos mas subitamente algo me faz despertar!
E o sonho terminou …
Teimosamente continuei de olhos fechados, tentando regressar àquele sonho, mas já não o consegui …
Mantive no entanto, por largo tempo, o sorriso de felicidade que iluminava o meu ensonado rosto…
17 maio 2009
09 abril 2009
POLITICAISMOS
"... declaro-me não candidato!!!"
O blogue "A Defesa de Faro" respigou há dias uma publicação de "APC Gorjeios" com o titulo "Macairices" que mereceu imensos comentários dos vários leitores.
Todos os comentaristas são declaradamente pessoas interessadas apenas no bem estar e progresso da sua cidade, colocando de parte de forma altruistica e abnegada os seus particulares interesses.
Daí que eu, confesso, não me conseguindo livrar dos meus pequenos e comodezinhos interesses não me atrevo sequer, a colocar um comentário naquela relevante lista.
Já agora aqui ficam alguns dos meus quase inconfessáveis interesses que trocarei pelo democrático voto (***)
Naturalmente que tenho outros que não se podem dizer, muito menos escrever aqui.
Embora "Farense de gema" (ainda ninguém me perguntou, talvez até nunca me venham a perguntar, mas ficam já a saber...), declaro-me "não candidato"!!!
Tomem!
Não digo quem quiser que compre, porque estou a dar! Sei que não tem qualquer valor mas dou na mesma!
Até ás eleições, muitas publicações e respectivos comentários sobre o assunto, passarão n' A Defesa de Faro e noutros farenses blogues.
No final alguém será eleito e tirará ou não pleno proveito, dessa eleição.
Quanto a nós democráticos eleitores continuaremos eternamente á procura de eleger um sonhado "salvador" que um dia, qual Messias, nos tirará deste marasmo de progressos e reversos.
(***)- Devido á sua extensão, a lista não será publicada !!!
03 março 2009
HISTORIAS PARA BOI DORMIR

Assisti há dias, na Casa do Povo de Estoi, a uma apresentação do livro “ Histórias Para Boi Dormir” da autoria do Dr. Valério Bexiga, editado pela Gente Singular Editora.
Conhecendo o Dr. Valério Bexiga há muitos anos, foi com natural curiosidade que também há muito tempo li o seu primeiro livro “O Juiz e os Fariseus”.
O sabor da sua prosa voltou a encantar-me lendo “Cabra que Pula a Vinha…”.
Agora nas “Histórias Para Boi Dormir” o autor volta a conduzir-me através de um quase histórico museu de quadros pintados no imaginário da sua particular prosa.
As tais histórias, com que pretende adormecer os acordados animais são:
-Vale mais uma boa ideia do que a arca cheia
-Mudam-se os tempos, mudam-se os pensamentos
-Quem tem mulher bonita e castelo na fronteira, nunca lhe falta canseira
-A navio roto todos os ventos são contrários
-Em caça, pesca e guerra … Mentiras no mar e em terra
-De noite todos os burros são pardos
-O dinheiro é coisa bela para quem se goza dela
-Quem porfia mata caça
-A terra é de quem a ganha e o Céu de quem o compra
-Quando um pobre sonha, o diabo espreita
-Quem serve o altar dele há-de passar
Não sei se conseguirá o pretendido, mas convenceu-me a levar o livro tendo eu em contrapartida recebido um dedicado autografo que assim agradeço:
Doutor Valério obrigado
Por neste livro ter dedicado
Um autografo á minha pessoa
Vou guardá-lo com todo o prazer
E decerto que também irei ter
Uma leitura bela e boa!
Conhecendo o Dr. Valério Bexiga há muitos anos, foi com natural curiosidade que também há muito tempo li o seu primeiro livro “O Juiz e os Fariseus”.
O sabor da sua prosa voltou a encantar-me lendo “Cabra que Pula a Vinha…”.
Agora nas “Histórias Para Boi Dormir” o autor volta a conduzir-me através de um quase histórico museu de quadros pintados no imaginário da sua particular prosa.
As tais histórias, com que pretende adormecer os acordados animais são:
-Vale mais uma boa ideia do que a arca cheia
-Mudam-se os tempos, mudam-se os pensamentos
-Quem tem mulher bonita e castelo na fronteira, nunca lhe falta canseira
-A navio roto todos os ventos são contrários
-Em caça, pesca e guerra … Mentiras no mar e em terra
-De noite todos os burros são pardos
-O dinheiro é coisa bela para quem se goza dela
-Quem porfia mata caça
-A terra é de quem a ganha e o Céu de quem o compra
-Quando um pobre sonha, o diabo espreita
-Quem serve o altar dele há-de passar
Não sei se conseguirá o pretendido, mas convenceu-me a levar o livro tendo eu em contrapartida recebido um dedicado autografo que assim agradeço:
Doutor Valério obrigado
Por neste livro ter dedicado
Um autografo á minha pessoa
Vou guardá-lo com todo o prazer
E decerto que também irei ter
Uma leitura bela e boa!
27 janeiro 2009
POESIA
A poesia só se faz
Quando a inspiração vem
Mas é preciso ser capaz
De ter inspiração também!
Rimo por isto e aquilo
E gosto de prosa rimada
Na rima sinto-me tranquilo
Digo tudo sem dizer nada!
É uma vida sem descanso
A vida de qualquer poeta
Ela é como um rimanço
Que ele nunca completa!
Quando a inspiração vem
Mas é preciso ser capaz
De ter inspiração também!
Rimo por isto e aquilo
E gosto de prosa rimada
Na rima sinto-me tranquilo
Digo tudo sem dizer nada!
É uma vida sem descanso
A vida de qualquer poeta
Ela é como um rimanço
Que ele nunca completa!
09 janeiro 2009
CHAROLAS E AS VIVAS
A propósito de Charolas deixo aqui algumas rimas que fiz no inicio deste ano, em resposta a outras que ouvi …
Ao Dr. Valério Bexiga que em certa altura afirmou na Casa do Povo de Estoi que as Charolas da Conceição e de Marim ao apresentar no reportório um Paso Doble, estavam a tocar música de tourada.
Não alimentando confusões
Digo ao Dr. Valério também
Que em matéria de Tradições
Cada um guarda as que tem!
Ao amigo Custodio Reis que ao iniciar o Canto Novo afirmou que novo é sempre novo
Novo é sempre novo
Diz o Custodio amigo
O natural é que o novo
Com o tempo se faz antigo!
Ao amigo José Filipe (Barriga) que afirmou que eu era "Barriga" também.
Meu avô era Barriga
Meu pai Barriga é
Mas para gente amiga
Eu atendo só por Zé!
Outra vez ao amigo José Filipe que ao tentar improvisar não atinou com a rima
José Filipe amigo
O que se passa contigo
Que não conseguiste rimar
Foi inspiração que faltou
Ou foi algo que se passou
Que te deixou a gaguejar?
Ao amigo João Faustino que me pediu para fazer uma das minhas
Estudadas, pensadas
Ás vezes mal ensaiadas
Mas ditas do coração
E se isto não lhes bastar
Tenho rimas até pra dar
Em qualquer ocasião!
Ás Charolas de Bordeira que se recusam orgulhosamente a cantar ao Menino, mas que inexplicavelmente comemoram em festa, o “Dia de Reis”.
Em Bordeira no dia seis
É feriado já se vê
Mas se não celebram os Reis
Então comemoram o quê?
Ainda ás Charolas de Santa Bárbara de Nexe e Bordeira que na Valsa das Vivas, dizem tudo menos vivas, utilizando os seus versos para criticar tudo e todos.
Com amizade verdadeira
Espero que não levem a mal
Mas estas vivas de Bordeira
Parecem quadras de Carnaval!
E agora vou terminar
Porque não quero chatear
É a última rima que faço
Desculpem a brincadeira
Aos amigos de Bordeira
Deixo aqui um forte abraço!
Ao Dr. Valério Bexiga que em certa altura afirmou na Casa do Povo de Estoi que as Charolas da Conceição e de Marim ao apresentar no reportório um Paso Doble, estavam a tocar música de tourada.
Não alimentando confusões
Digo ao Dr. Valério também
Que em matéria de Tradições
Cada um guarda as que tem!
Ao amigo Custodio Reis que ao iniciar o Canto Novo afirmou que novo é sempre novo
Novo é sempre novo
Diz o Custodio amigo
O natural é que o novo
Com o tempo se faz antigo!
Ao amigo José Filipe (Barriga) que afirmou que eu era "Barriga" também.
Meu avô era Barriga
Meu pai Barriga é
Mas para gente amiga
Eu atendo só por Zé!
Outra vez ao amigo José Filipe que ao tentar improvisar não atinou com a rima
José Filipe amigo
O que se passa contigo
Que não conseguiste rimar
Foi inspiração que faltou
Ou foi algo que se passou
Que te deixou a gaguejar?
Ao amigo João Faustino que me pediu para fazer uma das minhas
Estudadas, pensadas
Ás vezes mal ensaiadas
Mas ditas do coração
E se isto não lhes bastar
Tenho rimas até pra dar
Em qualquer ocasião!
Ás Charolas de Bordeira que se recusam orgulhosamente a cantar ao Menino, mas que inexplicavelmente comemoram em festa, o “Dia de Reis”.
Em Bordeira no dia seis
É feriado já se vê
Mas se não celebram os Reis
Então comemoram o quê?
Ainda ás Charolas de Santa Bárbara de Nexe e Bordeira que na Valsa das Vivas, dizem tudo menos vivas, utilizando os seus versos para criticar tudo e todos.
Com amizade verdadeira
Espero que não levem a mal
Mas estas vivas de Bordeira
Parecem quadras de Carnaval!
E agora vou terminar
Porque não quero chatear
É a última rima que faço
Desculpem a brincadeira
Aos amigos de Bordeira
Deixo aqui um forte abraço!
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