17 outubro 2015
DESESPERO
Não posso, não faço, não quero
Ás vezes até desespero
Por não o conseguir dizer
Que querem sou mesmo assim
Não gosto que façam de mim
Aquilo que não quero ser!
Se para uns meia-palavra basta
Para outros o assunto se arrasta
Saindo da realidade
Para mim não precisa repetir
Porque eu nunca hei-de fugir
À mais pura da verdade!
Sei que todos estão querendo
Que eu aqui vos vá dizendo
Aquilo que comigo se passa
Desculpem mas vou terminar
Porque já estou a achar
Que o assunto não tem graça!
09 outubro 2015
POLITICAZINHA
É tão bela esta "politicazinha"
Que já não tem qualquer mistério
Eu até dava uma "rizadinha"
Se o assunto não fosse sério!
O Passos juntou-se ao Portas
Para esta eleição ganhar
Agora diz que são linhas tortas
Que os outros se queiram juntar!
No fim de contas afinal
Acho que não percebi muito bem
Para uns o coligar está mal
E para outros está tudo bem?
E o povo anda distraído
Com a "politicazinha" que tem
Esquece o que já tem sofrido
Espera que acabe tudo bem!
Mas tão cedo não há-de ser
E continuaremos em perda
Nós sempre havemos de sofrer
Com esta "politicazinha" de merda!
Desculpem-me o palavrão
E a minha falta de decência
Mas oiço pr'aí cada charlatão
Que já me falta a paciência!
Mas tão cedo não há-de ser
E continuaremos em perda
Nós sempre havemos de sofrer
Com esta "politicazinha" de merda!
Desculpem-me o palavrão
E a minha falta de decência
Mas oiço pr'aí cada charlatão
Que já me falta a paciência!
03 outubro 2015
ÁS MIGINHAS
São feitas ás miginhas
As obras na minha aldeia
São paredes e paredinhas
De cal, cimento e areia!
Eu vi e apreciei
Essa obra tão branquinha
Mas logo para mim pensei
Falta ali qualquer coisinha!
E lá se pôs a plaquinha
Não vá o povo esquecer
Aquela bela obrazinha
A quem se deve agradecer!
Não me levem a mal
Mas a mim quero-me parecer
Que nada se deve em especial
A quem cumpre o seu dever!
Mas para não ser acusado
De ser mal agradecido
Aqui deixo um obrigado
Pelo seu dever cumprido!
Para que não fique mal
Depois de tanto inha, inha
Só mais este no final
Desculpem qualquer coisinha!
27 agosto 2015
MALUQUINHO
Corre, corre, maluquinho
Que ainda perdes o caminho
Da tua realidade
Mas se isso te dá prazer
Continua a correr
Podes correr à vontade!
Se passas a vida a correr
Só por tudo querer fazer
És por ti próprio enganado
Mais vale parar e esperar
Que tudo vá ao seu lugar
E não andares apressado!
Mas é tão fácil criticar
Ás vezes até apontar
Erros que outros tiveram
É mais difícil podes crer
Nós próprios pensar e fazer
Melhor do que eles fizeram!
13 agosto 2015
POETA ACANHADO
Sou como um poeta acanhado
Que vive todo dobrado
Ao peso da timidez
Sentindo a sua culpa
Quase que pede desculpa
Por todos os versos que fez!
Para mim a timidez
Vem da minha pequenez
Perante o universo
É a pura realidade
Do que serei na verdade
Neste mundo tão diverso!Ser tímido é um defeito
Que trago no meu geito
De viver as situações
Sou tímido por natureza
E vivo na incerteza
Das minhas emoções!
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