Cada um faz o que pode ...
Há quem rime por prazer
Outros rimam só pra ver
As palavras a rimar
Com mais ou menos valor
Eu cá rimo por amor
Porque gosto de rimar!
Se uma rima acontece
A mim logo me apetece
Uma outra rima fazer
Para que isso aconteça
Eu dou voltas á cabeça
Até a rima aparecer!
Esta coisa do rimar
Não tem nada que enganar
Cada um faz o que pode
E se a rima não sair
Sempre dá pra gente rir
E divertir o "pagode"!
14 janeiro 2008
31 dezembro 2007
BOM ANO NOVO
De forma mais ou menos rimada, deixo os meus votos de boas "saídas" e ainda melhores "entradas" e que dois mil e oito vos traga, tudo de bom.
Sobretudo sejam felizes!
E já agora se não é pedir muito façam também os outros felizes!
Eu por mim prometo fazer o mesmo!
DOIS MIL E SETE MAL ACABOU
E DOIS MIL E OITO COMEÇOU
COM TODO ESTE SEU ESPLENDOR
QUE TENHAM MUITA SAÚDE
E QUE DEUS TAMBÉM OS AJUDE
A TER PAZ, DINHEIRO E AMOR!
Sobretudo sejam felizes!
E já agora se não é pedir muito façam também os outros felizes!
Eu por mim prometo fazer o mesmo!
DOIS MIL E SETE MAL ACABOU
E DOIS MIL E OITO COMEÇOU
COM TODO ESTE SEU ESPLENDOR
QUE TENHAM MUITA SAÚDE
E QUE DEUS TAMBÉM OS AJUDE
A TER PAZ, DINHEIRO E AMOR!
09 dezembro 2007
AS CHAROLAS
"As Vivas..."
O ano está a terminar e vão ouvir-se cantar as nossas Charolas. Grupos tradicionais do sotavento algarvio que á semelhança dos Grupos de Janeiras, noutras zonas do País, saúdam cantando a chegada de um Novo Ano.
No reportório das Charolas do concelho de Faro e de São Brás de Alportel, (ou não fosse este concelho, uma antiga freguesia de Faro) existe a Valsa das Vivas que serve para saudar e agradecer a hospitalidade, aos donos das casas e a todos os que assistem á actuação do Grupo.
Por vezes algum dos presentes também intervém, dizendo uma viva agradecendo a presença do grupo ou saudando outra pessoa, pelo que durante a valsa, o homem do apito, procura saber se alguém tem vivas para fazer, dando-lhe também a oportunidade de as dizer.
Mais modernamente as Vivas, têm indo degenerando de tal forma que alguém já lhes chamou “chacotas”, servindo actualmente não só para saudar e agradecer, como principalmente para criticar de forma jocosa, irónica ou satirica, as pessoas, os autarcas, até os membros do Governo.
Esquecendo ou ignorando o significado da palavra “viva”, neste momento esta palavra raramente entra na construção dos versos que se dizem na respectiva valsa.
Meramente a título de exemplo deixo aqui algumas vivas. Agora é só imaginar o som da valsa, fazer sinal ao homem do apito e no momento certo, dizer:
EU VOU TIRAR UMA VIVA
COMO MANDA A TRADICÇÃO
VIVA A NOSSA COMITIVA
VIVAM QUANTOS AQUI ESTÃO!
UMA VIVA VOU TIRAR
VAMOS VER SE NÃO ME ENGANO
A TODOS QUERO SAUDAR
COM VOTOS D’UM BOM NOVO ANO!
EU NÃO FAÇO VIVAS Á TOA
MAS FAÇO-O POR GRATIDÃO
DOU UMA VIVA Á PATROA
E OUTRA TAMBÉM AO PATRÃO!
MAIS UMA VIVA VOU TIRAR
UM CONVITE VOS VOU FAZER
QUEM TIVER VIVAS PRA DAR
FAÇA FAVOR DE AS DIZER!
MAIS UMA VIVA VOU TIRAR
FOI UM PRAZER AQUI VIR
ESTARMOS AQUI A CANTAR
E TANTA GENTE A OUVIR!
EU TIRO VIVAS VIVAS FAÇO
COMO MANDA ESTA TRADIÇÃO
VENHO DAR UM GRANDE ABRAÇO
AOS AMIGOS QUE CÁ ESTÃO!
MAIS UMA VIVA VOU TIRAR
CUMPRO ASSIM O MEU DESTINO
PARA QUEM O QUISER BEIJAR
NÓS TRAZEMOS O DEUS MENINO!
MAIS UMA VIVA VOU TIRAR
HOJE ESTOU MUITO AFOITO
A TODOS EU QUERO DEIXAR
VOTOS DE BOM DOIS MIL E OITO!
ESTA VIVA EU REPITO
AQUI E EM TODO O LUGAR
OH JOÃO TOCA O APITO
PARA ESTA VALSA TERMINAR!
O ano está a terminar e vão ouvir-se cantar as nossas Charolas. Grupos tradicionais do sotavento algarvio que á semelhança dos Grupos de Janeiras, noutras zonas do País, saúdam cantando a chegada de um Novo Ano.
No reportório das Charolas do concelho de Faro e de São Brás de Alportel, (ou não fosse este concelho, uma antiga freguesia de Faro) existe a Valsa das Vivas que serve para saudar e agradecer a hospitalidade, aos donos das casas e a todos os que assistem á actuação do Grupo.
Por vezes algum dos presentes também intervém, dizendo uma viva agradecendo a presença do grupo ou saudando outra pessoa, pelo que durante a valsa, o homem do apito, procura saber se alguém tem vivas para fazer, dando-lhe também a oportunidade de as dizer.
Mais modernamente as Vivas, têm indo degenerando de tal forma que alguém já lhes chamou “chacotas”, servindo actualmente não só para saudar e agradecer, como principalmente para criticar de forma jocosa, irónica ou satirica, as pessoas, os autarcas, até os membros do Governo.
Esquecendo ou ignorando o significado da palavra “viva”, neste momento esta palavra raramente entra na construção dos versos que se dizem na respectiva valsa.
Meramente a título de exemplo deixo aqui algumas vivas. Agora é só imaginar o som da valsa, fazer sinal ao homem do apito e no momento certo, dizer:
EU VOU TIRAR UMA VIVA
COMO MANDA A TRADICÇÃO
VIVA A NOSSA COMITIVA
VIVAM QUANTOS AQUI ESTÃO!
UMA VIVA VOU TIRAR
VAMOS VER SE NÃO ME ENGANO
A TODOS QUERO SAUDAR
COM VOTOS D’UM BOM NOVO ANO!
EU NÃO FAÇO VIVAS Á TOA
MAS FAÇO-O POR GRATIDÃO
DOU UMA VIVA Á PATROA
E OUTRA TAMBÉM AO PATRÃO!
MAIS UMA VIVA VOU TIRAR
UM CONVITE VOS VOU FAZER
QUEM TIVER VIVAS PRA DAR
FAÇA FAVOR DE AS DIZER!
MAIS UMA VIVA VOU TIRAR
FOI UM PRAZER AQUI VIR
ESTARMOS AQUI A CANTAR
E TANTA GENTE A OUVIR!
EU TIRO VIVAS VIVAS FAÇO
COMO MANDA ESTA TRADIÇÃO
VENHO DAR UM GRANDE ABRAÇO
AOS AMIGOS QUE CÁ ESTÃO!
MAIS UMA VIVA VOU TIRAR
CUMPRO ASSIM O MEU DESTINO
PARA QUEM O QUISER BEIJAR
NÓS TRAZEMOS O DEUS MENINO!
MAIS UMA VIVA VOU TIRAR
HOJE ESTOU MUITO AFOITO
A TODOS EU QUERO DEIXAR
VOTOS DE BOM DOIS MIL E OITO!
ESTA VIVA EU REPITO
AQUI E EM TODO O LUGAR
OH JOÃO TOCA O APITO
PARA ESTA VALSA TERMINAR!
10 novembro 2007
HISTORIAS DE GUERRA VIII

"Bassarel ... porta de armas"
Chegaram os “piras”!
Chegaram os periquitos!
Eram os gritos de alegria, dos guerreiros que nos aguardavam em Bassarel.
A “velhice” vai para a “peluda”, os periquitos ficam!
E ficámos!
Eles partiram eufóricos, em direcção a Teixeira Pinto, juntando-se ao seu Batalhão, numa coluna que os levaria até Bissau e daí para casa.
Nós por cá continuaríamos por mais onze meses recheados de episódios, acidentes e incidentes de guerra.
Bassarel, é um pequeno aldeamento, constituído por um aglomerado de “Tabancas”, casas muito rudimentares, situado entre Teixeira Pinto e “Calequisse”.
Um poço de água salobra, com uma bomba manual, serve igualmente a população civil e os militares, situa-se a pouca distancia da porta de armas, assim como, um posto de saúde publica, o qual é unicamente operado pelo nossos guerreiros enfermeiros. Tudo fora do aquartelamento.
Num espaço desmatado e plano situa-se o aquartelamento, idêntico a muitos outros na Guiné, a sua configuração é a de um quadrado, limitado por duas vedações de arame farpado.
A cada um dos seus quatro cantos, instalações para um Grupo de Combate, ao centro funciona o Comando e os serviços da Companhia, tais como secretaria, radiocomunicações, enfermaria, bar, oficina de armamento, oficina de mecânica, armazém de víveres e respectiva cozinha.
Escavado no solo, praticamente invisível esconde-se o paiol, onde são armazenadas as munições.
A iluminação, é fornecida por um gerador eléctrico situado próximo da porta de armas, entre os dois arames.
Como protecção existe em frente ás saídas de todas as instalações, muros construídos com bidões de chapa cheios de areia. Também em cada um dos quatro cantos existe os postos de vigia construídos igualmente com bidões e areia. A completar este esquema de segurança, as valas escavadas na terra, circundam as instalações dos grupos de combate até aos postos de vigia oferecendo também a protecção possível.
Junto à porta de armas, o mastro onde hasteamos a Bandeira Nacional.
Chegaram os “piras”!
Chegaram os periquitos!
Eram os gritos de alegria, dos guerreiros que nos aguardavam em Bassarel.
A “velhice” vai para a “peluda”, os periquitos ficam!
E ficámos!
Eles partiram eufóricos, em direcção a Teixeira Pinto, juntando-se ao seu Batalhão, numa coluna que os levaria até Bissau e daí para casa.
Nós por cá continuaríamos por mais onze meses recheados de episódios, acidentes e incidentes de guerra.
Bassarel, é um pequeno aldeamento, constituído por um aglomerado de “Tabancas”, casas muito rudimentares, situado entre Teixeira Pinto e “Calequisse”.
Um poço de água salobra, com uma bomba manual, serve igualmente a população civil e os militares, situa-se a pouca distancia da porta de armas, assim como, um posto de saúde publica, o qual é unicamente operado pelo nossos guerreiros enfermeiros. Tudo fora do aquartelamento.
Num espaço desmatado e plano situa-se o aquartelamento, idêntico a muitos outros na Guiné, a sua configuração é a de um quadrado, limitado por duas vedações de arame farpado.
A cada um dos seus quatro cantos, instalações para um Grupo de Combate, ao centro funciona o Comando e os serviços da Companhia, tais como secretaria, radiocomunicações, enfermaria, bar, oficina de armamento, oficina de mecânica, armazém de víveres e respectiva cozinha.
Escavado no solo, praticamente invisível esconde-se o paiol, onde são armazenadas as munições.
A iluminação, é fornecida por um gerador eléctrico situado próximo da porta de armas, entre os dois arames.
Como protecção existe em frente ás saídas de todas as instalações, muros construídos com bidões de chapa cheios de areia. Também em cada um dos quatro cantos existe os postos de vigia construídos igualmente com bidões e areia. A completar este esquema de segurança, as valas escavadas na terra, circundam as instalações dos grupos de combate até aos postos de vigia oferecendo também a protecção possível.
Junto à porta de armas, o mastro onde hasteamos a Bandeira Nacional.
Acabado de chegar, o guerreiro do sul, ouve atentamente as explicações do camarada guerreiro que vai substituir, tomando de imediato o comando da alimentação da Companhia.
Tal como o seu antecessor, instala-se no armazém de viveres, onde tem o seu posto de trabalho e a sua camarata.
Para além deste armazém, há um forno para cozer o pão e uma cozinha de campanha, um pouco precária e improvisada mas que na prática funciona.
Aqui está a 3ª. Companhia do Batalhão de Caçadores 4615, instalada e pronta.
Nas instalções do comando, o posto de radiocomunicações já recebe as ordens para as próximas missões.
Se a memória me ajudar, em breve contarei mais alguns episódios de guerra.
Até lá.
07 novembro 2007
DE MIM
"Dizem…"
DIZEM QUE O MEU DEFEITO
É SER MUITO REINADIO
DESCULPEM LÁ O MEU GEITO
NA’ É DEFEITO, É FEITIO!
DIZEM QUE PAREÇO MAIS VELHO
MAS MAIS VELHO EU NÃO SOU
COMO POSSO SER MAIS VELHO
SE SOU DA IDADE QUE SOU?
DIZEM QUE SOU UM CARECA
SÓ POR CABELO NÃO TER
CABELOS TENHO UMA TECA
NOUTRO LADO PODEM CRER!
DIZEM QUE TENHO A MANIA
DE SER MAIS QUE AQUILO QUE SOU
DESCULPEM-ME A IRONIA
MAS E QUEM DIZ QUE ASSIM NÃO SOU?
DIZEM QUE EU SOU TEIMOSO
E FALO COM EXALTAÇÃO
SOU SEMPRE VITORIOSO
MESMO QUE NÃO TENHA RAZÃO!
DIZEM QUE EU FALO DE MAIS
ÁS VEZES PERCO A CABEÇA
ESTRANHO, ERROS GRANDES TAIS
QUE SÓ A MIM ME ACONTEÇA?
EU POR MIM QUERO DIZER
AOS QUE ESTÃO A CRITICAR
QUE FAÇA O QUE FIZER
JÁ É TARDE PARA MUDAR!
DIZEM QUE O MEU DEFEITO
É SER MUITO REINADIO
DESCULPEM LÁ O MEU GEITO
NA’ É DEFEITO, É FEITIO!
DIZEM QUE PAREÇO MAIS VELHO
MAS MAIS VELHO EU NÃO SOU
COMO POSSO SER MAIS VELHO
SE SOU DA IDADE QUE SOU?
DIZEM QUE SOU UM CARECA
SÓ POR CABELO NÃO TER
CABELOS TENHO UMA TECA
NOUTRO LADO PODEM CRER!
DIZEM QUE TENHO A MANIA
DE SER MAIS QUE AQUILO QUE SOU
DESCULPEM-ME A IRONIA
MAS E QUEM DIZ QUE ASSIM NÃO SOU?
DIZEM QUE EU SOU TEIMOSO
E FALO COM EXALTAÇÃO
SOU SEMPRE VITORIOSO
MESMO QUE NÃO TENHA RAZÃO!
DIZEM QUE EU FALO DE MAIS
ÁS VEZES PERCO A CABEÇA
ESTRANHO, ERROS GRANDES TAIS
QUE SÓ A MIM ME ACONTEÇA?
EU POR MIM QUERO DIZER
AOS QUE ESTÃO A CRITICAR
QUE FAÇA O QUE FIZER
JÁ É TARDE PARA MUDAR!
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