12 agosto 2016

JOSÉ JOAQUIM


(Alguns nomes e outros que ficam por identificar:-Daniel Estevão, ?, Joaquim Beja, ????, João Janeira, ?, Valentim Sapateiro, ?, Tonico Sousa, Jose Vitorino, ??????,Vidal Tengarrinha, Luciano Serro, ????, Florival Borrega, ??????,Manuel Alcantarilha, José Beatriz, Daniel Bobó, Tiago Norte, Carlos Santos, ??????)


A propósito de um jantar de amigos de infância e da dificuldade em reconhecer quem era cada um dos participantes devido ao tempo que estivemos sem conviver, fiz esta pequena descrição da minha pessoa...


Foi com a graça de Jesus
E a "Peidota" parteira
Que minha mãe me deu à luz
Sentada numa cadeira!

Lá nos Caliços nasci
Uma e ainda outra vez
Porque ali quase morri
Com a idade de um mês!

Quis a sorte e o destino
Que tal não acontecesse
E aquele frágil menino
Tivesse saúde e crescesse!

E aqui estou eu meus amigos
Sessenta e cinco anos de idade
Contando estes factos antigos
Vivendo a terceira idade!

Aos que não me conheçam
Peço desta forma assim
Amigos nunca se esqueçam
Que eu sou o José Joaquim!

12 julho 2016

BOLINHAS DE BERLIM




No verão vendedores ambulantes percorrem incessantemente os areais das nossas praias anunciando as suas bolinhas de berlim, alguns com rituais bastante divertidos, na tentativa, muitas vezes conseguida, de chamar a atenção dos possíveis clientes.

Hoje, na praia de Faro, entre os vendedores e vendedoras, havia um que anunciava as "bolinhas" e fazia soar um pequeno sino chamando por isso duplamente a nossa atenção.

Querendo contribuir também para essa divulgação fiz estas rimas como simples homenagem a todos aqueles que indiferentes aos rigores do verão ganham a vida desta forma.


Toca o sino Zé Maria
Pra chamar a freguesia
Prás bolinhas de berlim
Vende a este e aquela
Vende a toda a clientela
Pra ganhares algum "pilim"


Simples ou com recheio
É a pergunta que veio
Ao meu sinal de chamada
Rápido e com simpatia
Deu certo a demasia
E lá foi de abalada!


Com o passo apressado
Passou aqui há bocado
Está passando outra vez
Já comi uma bolinha
Mas daqui até à tardinha
Ainda como duas ou três!


E só para desenjoar
Ainda hei-de comprar
Aquela que recheio tem
No fim de contas afinal
Não me deve fazer mal
E há-de saber muito bem!




04 junho 2016

ASSOVACADO



"Desculpa amigo gatinho..."


O Ratinho assovacou-se
E até passou muito mal
Viu o gato e agachou-se
Ficou mais branco que a cal!

O Gato ia distraído
Olhando para outro lado
Ficou assim surpreendido
Com o ratinho agachado!

Com as pernas a tremer
Vendo a vida andar pra trás
O ratinho ainda quis correr
Mas disso não foi capaz!

O gato muito interessado
No que tinha ali na frente
Fica logo entusiasmado
Já tem onde ferrar o dente!

Vendo a gato ali tão perto
E a coisa a dar pró torto
O rato que é  muito esperto
Até se fingiu de morto!

Mas o gato não se admira
Percebe que o tentam enganar
Agarra o rato que atira
Com as suas patas, ao ar!

Enquanto foi e voltou
Um pouco antes de cair
O rato nem sequer pensou
E arranca dali a fugir!

Mas o gato não vai desistir
Deste belo petisquinho
Salta e não o deixa fugir
Agarra de novo o ratinho!

Como isto tudo termina
Já o podem imaginar
Porque do ratinho, a sina
É ser do gato, o jantar!

Mas escrevo e determino
Antes desta história acabar
Que desta vez o destino
Retire ao gato o jantar!

Desculpa amigo gatinho
Se não te dou a vitória
Mas eu quero que o ratinho
Acabe bem nesta história!