03 outubro 2015

ÁS MIGINHAS


São feitas ás miginhas
As obras na minha aldeia
São paredes e paredinhas
De cal, cimento e areia!

Eu vi e apreciei
Essa obra tão branquinha
Mas logo para mim pensei
Falta ali qualquer coisinha!

E lá se pôs a plaquinha
Não vá o povo esquecer
Aquela bela obrazinha
A quem se deve agradecer!

Não me levem a mal
Mas a mim quero-me parecer
Que nada se deve em especial
A quem cumpre o seu dever!

Mas para não ser acusado
De ser mal agradecido
Aqui deixo um obrigado
Pelo seu dever cumprido!

Para que não fique mal
Depois de tanto inha, inha
Só mais este no final
Desculpem qualquer coisinha!

27 agosto 2015

MALUQUINHO


Corre, corre, maluquinho
Que ainda perdes o caminho
Da tua realidade
Mas se isso te dá prazer
Continua a correr
Podes correr à vontade!


Se passas a vida a correr
Só por tudo querer fazer
És por ti próprio enganado
Mais vale parar e esperar
Que tudo vá ao seu lugar
E não andares apressado!


Mas é tão fácil criticar
Ás vezes até apontar
Erros que outros tiveram
É mais difícil podes crer
Nós próprios pensar e fazer
Melhor do que eles fizeram!



13 agosto 2015

POETA ACANHADO


Sou como um poeta acanhado
Que vive todo dobrado
Ao peso da timidez
Sentindo a sua culpa
Quase que pede desculpa
Por todos os versos que fez!


Para mim a timidez
Vem da minha pequenez
Perante o universo
É a pura realidade
Do que serei na verdade
Neste mundo tão diverso!


Ser tímido é um defeito
Que trago no meu geito
De viver as situações
Sou tímido por natureza
E vivo na incerteza
Das minhas emoções!


10 agosto 2015

O CANÁRIO DO VALERIO


Ao meu amigo Valério Pires que na festa dos seus oitenta anos me disse que o que mais lamentava era já ouvir cantar seu canário ...


O Valério fez oitenta
E já é octogenário
Agora o que ele lamenta
É não ouvir cantar seu canário!

Seu canário já não canta
Perdeu de vez o pio
Agora ele não se levanta
Nem quando vai ao "bacio"!

Teu canário está calado
Mas tu continua como és
Agora toma cuidado
Que ele ainda te mija prós pés!

Teu canário morreu
E por mais força que faças
Um dia descobres que encolheu
E que já só te mija prás calças!

A vida é esta meu amigo
E tu sabes bem lá no fundo
Que isto não se passa só contigo
É assim com todo o mundo!

Mas não fiques chateado
Haja lá o que houver
Agora já não és casado
És irmão da tua mulher!

E é esta a realidade
Ao fim de uma vida inteira
Quando acaba a terceira idade
Volta-se de novo à primeira!


11 junho 2015

DE REPENTE


Eu faço um verso diferente
Porque o faço de repente
Como gosto de fazer
Enquanto o  vou pensando
Na memória vou guardando
Para logo a seguir o dizer!

Minha rima improvisada
É como porta de entrada
De uma imaginação sem fim
Assim em qualquer momento
Eu digo em verso de repente
O que vai dentro de mim!

Não sei se isto é poesia
Ou se é pura fantasia
Da minha imaginação
Mas tenho quase a certeza
De que foi a mãe natureza
Que me deu esta missão!

27 maio 2015

PROFESSOR

Mote
Professor é ser um pai, é ser irmão
É ser amigo em tudo o que ele faz
É ter o saber ao pé do coração
É ser paciente, é ser bom, é ser capaz
(Prof. Amilcar Quaresma)


Ele foi mestre na arte de ensinar
D’ela fez também a sua profissão
Até q’um dia acabou por confessar
Professor é ser um pai, é ser irmão

Na vida ele sempre se preocupou
Trabalhar, ser coerente e eficaz
E ao dedicar-se como se dedicou
É ser amigo em tudo o que ele faz

Gostava de poetas e trovadores
Que amava quase com adoração
Quem dá assim aos outros estes valores
É ter o saber ao pé do coração

Foi jogral, como o melhor dos jograis
No teatro amador, aquele que tudo faz
Por tudo isto e até por muito mais
É ser paciente, é ser bom, é ser capaz

06 fevereiro 2015

TER PENA


Tens pena e eu tenho pena
Nossas penas são iguais
Não vale a pena ter pena
Porque já são penas a mais!

Ter pena pelo que não fiz
É uma pena desgraçada
Só me faz sentir infeliz
A pena não serve de nada!

Pena pelo que fiz errado
É uma pena mais sensata
Deixa-me mais aliviado
Na pena que quase me mata!

Tenho pena de já não poder
Ser aquilo que eu era
E por estar a tentar viver
Um passado, uma quimera!

Tenho pena do que me faz
Pensar tanto nesta vida
Tenho pena de lá atrás
Ver a mocidade perdida!

Na vida as penas são tantas
Que tenho e hei-de ter
Ainda nem sei penas quantas
Eu terei para esquecer!

É impossível esquecer
A pena que isso me dá
Ver tanta gente a sofrer
Só porque dinheiro não há!

Tenho pena de não ter
Esse dinheiro que falta faz
E a todos poder dizer
Tomem lá, vivam em paz!

Se mais penas houvera
Mais penas eu teria
Com tantas penas quisera
Eu não ter penas um dia!

E mesmo para terminar
Em geito de conclusão
Tenho pena de acabar
Mas já falta inspiração!

29 dezembro 2014

FAVAS DOBRADAS

Ao meu amigo José Elias Moreno que receava que o mandasse "à fava" depois de um comentário que fez ás minhas "favas dobradas"...


À fava nunca o mandarei
Mas gostava de lhe dizer
Só no tempo exagerei
Para apressado não parecer!

Seja qual for a receita
Eu por favas sou louco
Se a coisa é bem feita
Até como favas com choco!

Feitas de que maneira for
Quando a comida era escassa
Minha mãe costumava pôr
Favas, até no feijão com massa!

E se a fome me matava
Como se fora um algoz
Comia que me fartava
Umas favas com arroz!

Se já estiver a esbranquiçar
E com água e sal cozinhada
A essa costumamos chamar
Fava de sapatada!

Feitas de toda a maneira
As favas são uma alegria
Ás vezes por brincadeira
Até cruas, eu as comia!

Mas para o meu paladar
Até com algum feitiço
Nada se pode comparar
Ás belas favas com chouriço!

22 agosto 2014

GOSTO

Gosto de ouvir cantar
E também de ver rimar
Uma palavra com outra
Tudo ouço com gosto
E se estou bem disposto
Também faço uma rima ou outra!


Não sou poeta nem nada
Deixo só alinhavada
Uma rima imperfeita
Faço isto porque gosto
De ver um sorriso no rosto
De quem minha rima espreita!


Sou como um poeta acanhado
Que vive todo dobrado
Ao peso da timidez
Num sentimento de culpa
Ele quase pede desculpa
Por estes versos que fez!


Eu não tenho a ousadia
De sequer pensar que um dia
Posso ser poeta afamado
Minhas rimas vou fazendo
Na esperança que as vão lendo
E que seja assim lembrado!




13 junho 2014

PENSAMENTO


Eu penso, penso, penso
Ás vezes tanto penso
Que nem sei o que pensar!
Ando assim entretido
Tantas vezes distraído
Que nem chego a pensar!

Um pensamento à toa
Não é coisa muito boa
Que se possa acreditar!
Mas á falta de melhor
Para evitar o pior
Continuarei a pensar!







23 maio 2014

HISTORIAS DE GUERRA FINAL



Termino as minhas histórias de guerra, com esta foto do destacamento de Bassarel, dos finais de Agosto de 1974, onde se vê o arrear da nossa bandeira, numa cerimónia perante as nossas forças, o PAIGC e a população civil.

Momentos depois no mesmo local seria hasteada a bandeira do PAIGC e nós 3ª. Companhia do Batalhão de Caçadores 4615, terminávamos a nossa missão e abandonaríamos definitivamente o destacamento, deixando para trás alguns dos momentos mais difíceis das nossas jovens vidas.

Por outras palavras este é nem mais nem menos o final desta curta mas muito longa (dois anos) para mim, história de guerra. 

Ficou uma grande história de vida neste esforçado curso de sobrevivência que é a participação não desejada numa guerra de "guerrilhas", num país desconhecido, clima e terra inóspita, com dificuldades de adaptação de toda a espécie, conseguida à custa de muito trabalho e sacrifício.

Pelo meio algumas doenças, como o paludismo, a infecção intestinal e uma fractura de crânio que acabaram por me deixar marcas para o resto da vida.

Da guerra propriamente dita um "ataque ao arame", isto é, fomos atacados dentro do nosso próprio destacamento, felizmente sem qualquer baixa.

Ficaram também algumas sequelas, como aquelas que alguns anos após o regresso ainda nos faziam instintivamente atirar-nos para o chão quando inesperadamente escutávamos qualquer tiro ou o som de um festivo foguete ou aquelas que inconscientemente fazia-nos agredir as nossas companheiras quando a dormir, sonhávamos que estávamos na guerra.

Regressando a Bissau, onde a permanência foi feita na confusão que era o quartel de adidos, apesar de continuar a ser o responsável pela alimentação da companhia, tinha muitas dificuldades em o conseguir, porque eram poucos os recursos e muitos os militares naquele local a aguardar o ansiado transporte para a metrópole, o que no nosso caso só veio a acontecer quase uma semana depois com o embarque no navio que os traria até Lisboa.

Eu, o 1º. sargento Neves e um condutor, havíamos de ficar mais algum tempo até conseguir-mos fechar as contas da companhia e obter os vistos confirmando que tudo estava certo, após o que entraríamos numa lista de espera para o almejado transporte de regresso.

Quase três semanas após o embarque da companhia o meu nome surgiu na lista de embarque numa manhã em que eu desgraçadamente tinha entregue toda a minha roupa militar com a qual podia embarcar, a uma desconhecida lavadeira que não sabia onde encontrar.

Sem tempo para esperar pela lavadeira fui na emergência á intendência militar onde se faziam os espólios e lá arranjei umas calças com umas pernas enormes que tive que cortar e uma camisa. Assim vestido, apresentei-me no aeroporto e embarquei  para Lisboa, onde cheguei nesse dia à noite.

Ainda nessa noite apresentei-me no quartel de adidos, consegui o passaporte militar, apanhei o comboio, terminando a viagem na manhã do dia 29 de Setembro, na minha cidade de Faro.

Sem honra nem glória que tão pouco procurava,  encerro este capitulo de histórias de guerra. 


24 abril 2014

HISTORIAS DE GUERRA XII


(Atrás da  "tabanca" que se vê ao centro, está a "mangueira" desta história)

Nas minhas histórias de guerra, recordo hoje, aquele dia em Bassarel, Guiné-Bissau, em que um dos dois ajudantes civis que trabalhavam na cozinha, resolveu ir tirar um grande favo de mel que há muito ia crescendo numa mangueira que estava mesmo atrás do comando da companhia.

A árvore teria entre os 10 e os 12 metros de altura e servia de base à antena de radiocomunicações.

O favo estava suspenso num dos ramos mais altos e afastados o que tornava a tarefa difícil e arriscada, mas o homem não hesitou.
Lá foi trepando até muito próximo do alvo, começando de seguida a espicaçá-lo com uma vara, tentando atirá-lo ao chão, o que fez enfurecer as abelhas que imediatamente o cobriram de picadas.

O homem que apenas vestia uns calções, tinha o corpo à mercê das abelhas mas não desiste e tenta mais uma vez, com a vara, atirar o favo ao chão.

Eu e mais alguns camaradas assistíamos à cena entre divertidos e apreensivos sem saber o que iria acontecer ao homem que já tinha o corpo coberto das cada vez mais enfurecidas abelhas.

Após várias tentativas finalmente o favo desprende-se e cai.

O homem apressa-se a descer da árvore, mas as  abelhas não o largam e mal chega ao chão, deita-se e rebola na areia que atira aos punhados sobre si. De repente levanta-se, corre, afastando-se o mais rápido possível daquele local.

Ficam as risadas dos que como eu assistiam àquela inesperada cena.

Passado algum tempo, o homem regressa, com sinais de muitas picadas.

Sorridente, vem recolher o mel, prémio mais que merecido para quem destemidamente enfrentou não só a arriscada subida e descida da árvore, como as inúmeras abelhas que aliás continuavam à volta do favo agora no chão.

É entre abelhas, picadas, favos de mel e mangueiras que termina este episódio de guerra.

Entretanto passaram quarenta anos, desde que um batalhão de jovens guerreiros a quem chamavam soldados, desembarcou de um tal navio Niassa, numa para eles desconhecida terra, denominada Guiné-Bissau.

Pretensamente iriam defender aquele território dos ataques terroristas (que afinal eram os seus naturais), lutando até com a perda das suas próprias vidas.

Essa luta iria tornar-se inglória alguns meses mais tarde, com o reconhecimento de que os guineenses tinham direito à sua independência !

Quanto a nós, os que regressaram e sobreviveram, continuamos com estas e outras recordações!


NÃO PRECISO DE MAIS NADA


Pobre posso parecer
Posso até nem viver
Uma vida regalada
Mas se saúde eu  tiver
Amigos, família, mulher
Não preciso de mais nada!


Para quê tanta ambição
Vivendo em aflição
Numa vida em correria
Tudo acaba afinal
De uma forma igual
E sem nenhuma alegria!


Eu não gosto de parecer
Aquilo que não posso ser
Quem não gostar não gostou
Amigo sincero, capaz
Honesto, sendo incapaz
De fingir o que não sou!


14 abril 2014

MEUS VERSOS


Sem muita pressa dos fazer
Faço os meus versos com calma
Parecendo nada dizer!
Digo o que me vai na alma


Meus versos não são flores
De um jardim florido
São mais como as dores
Dum corpo dolorido!


Palavras alinhavadas
Numa rima para fazer
São ideias confessadas
Que estava a esconder!


Desta forma me confesso
De outra não sou capaz
Tenho a alma do avesso
E eu escondo-me por traz!

04 abril 2014

DIZES-ME


Dizes-me que isso não se faz
E causas-me logo embaraço
Porque eu só sou capaz
De fazer aquilo que faço!

Fazer o que nunca fiz
Talvez, um dia, vamos ver!
Como o velho ditado diz
Está guardado o bocado, para quem o há-de comer!

Comer é como quem diz
Isto em sentido figurado
Fazer o que nunca fiz
Só se for mesmo obrigado!

Resta-me apenas dizer
O que a todos pedirei
Não me obriguem a fazer
Aquilo que fazer eu não sei!

23 fevereiro 2013

A VIDA

"Enquanto esta vida durar ..."


A vida só tem valor
Enquanto se conseguir
Espalhar paz e amor
Trabalhar, cantar e rir!

Quando na vida acontece
Algo que nos faça sofrer
Ás vezes só me apetece
Deixar a vida e morrer!

Mas eu não irei desistir
Enquanto esta vida durar
Continuarei a sorrir
Embora me apeteça chorar!

16 novembro 2012

CRONICA IMPROVISADA

Minha rima predilecta
É uma rima directa
E pouco rebuscada
Para que possam entender
E não vá acontecer
Que ninguém perceba nada!

O Hélder está a reclamar
Que veio aqui ouvir versar
E só ouve palavreado
Mas por mim isso não há-de ser
Que saio já daqui a correr
Pode ficar descansado!

Vejo também além no bar
O Morais de braços no ar
Fazendo um gesto apressado
E ao Morais também digo
Não te aborreças amigo
Que eu estou quase despachado!

O Aleixo por seu lado
Já com um ar cansado
Vai tentando moderar
Com o seu jeito afável
Vai de modo amigável
Deixando a gente falar

Amigos desculpem o mau jeito
Deste poeta imperfeito
Armado em improvisador
Se eu só versos sei fazer
Nisto não me devia meter
Tal como dizia o doutor!

E continuem a rimar
Não confundam com o remar
Que isso é coisa diferente
Remar contra ventos e marés
É uma coisa só para os Zés
Deste Portugal decadente!

Mas eu não gosto de cansar
Quem me está a escutar
E saio daqui quase a fugir
E vou-me também embora
Na verdade a esta hora
Eu já devia estar a dormir!

12 novembro 2012

POESIA POPULAR

"fica logo no ouvido"


Ouvi alguém questionar
A poesia popular
Por estranho que pareça
Por isso vou esclarecer
Onde é que a meu ver
Estará a diferença

Se a poesia faz sentido
E fica logo no ouvido
De quem está a escutar
Então pode-se dizer
Quando isso acontecer
Que a poesia é popular!

Se é muito rebuscada
E ninguém percebe nada
Embora muito bem escrita
Não há nada que saber
Essa é, podem crer
A poesia erudita!

Alguém tentou explicar
A poesia popular
Mas isso não pode ser
A poesia não se explica
Porque isso só complica
O que o poeta quer dizer!

O homem tanto se esforçou
Que até quase exagerou
Na explicação que nos deu
Fomos tão esclarecidos
Que já meio adormecidos
No fim, ninguém percebeu!

Dizer que não deve tentar
Uma rima arranjar
Quem poeta o não for
É cortar a iniciativa
E a veia imaginativa
De todo o improvisador!

Mas fica a intenção
De nos dar uma lição
Com tema tão popular
O conselho que nos deu
Torne-o remédio seu
E aprenda a rimar!

TROIKA

Diz o povo com razão
Que os Santos da casa são
Os que menos milagres fazem
Por isso foram buscar
A Troika para ajudar
Nos milagres que cá se fazem!

Com milagres assim
Nada de mais ruim
Nos poderá acontecer
Se o trabalho já nos tiraram
E as nossas reformas baixaram
O que mais nos irão fazer?

Talvez nos queiram deixar
A pão e água, se calhar
Como se fora um castigo
Mas tenham muito cuidado
Porque o povo revoltado
Passa de solução, a perigo!

A Troika veio para ficar
Por isso continua a ditar
As leis que nos escravizam
Dizem que o povo é bonzinho
Muito alegre e pobrezinho
Adora os que o martirizam!

Mas estão muito enganados
Se pensam que ficamos calados
Com o que nos estão a fazer
Não perdem pela demora
Um dia este governo vai embora
E a Troika sai daqui a correr!

08 maio 2012

PROFESSOR


"É ser paciente, é ser bom, é ser capaz!"



Professor é ser um pai, é ser irmão,
É ser amigo em tudo o que ele faz.
É ter o saber ao pé do coração.
É ser paciente, é ser bom, é ser capaz
(Prof. Amílcar Quaresma)


Ele foi mestre na arte de ensinar
D’ela fez também a sua profissão
Até q’um dia acabou por confessar
Professor é ser um pai, é ser irmão


Na vida ele sempre se preocupou
Trabalhar, ser coerente e eficaz
E ao dedicar-se como se dedicou
É ser amigo em tudo o que ele faz


Gostava de poetas e trovadores
Que amava quase com adoração
Quem dá assim aos outros estes valores
É ter o saber ao pé do coração


Foi jogral, como o melhor dos jograis
No teatro amador, aquele que tudo faz
Por tudo isto, até por muito mais
É ser paciente, é ser bom, é ser capaz