"Enquanto esta vida durar ..."
A vida só tem valor
Enquanto se conseguir
Espalhar paz e amor
Trabalhar, cantar e rir!
Quando na vida acontece
Algo que nos faça sofrer
Ás vezes só me apetece
Deixar a vida e morrer!
Mas eu não irei desistir
Enquanto esta vida durar
Continuarei a sorrir
Embora me apeteça chorar!
23 fevereiro 2013
16 novembro 2012
CRONICA IMPROVISADA
Minha rima predilecta
É uma rima directa
E pouco rebuscada
Para que possam entender
E não vá acontecer
Que ninguém perceba nada!
O Hélder está a reclamar
Que veio aqui ouvir versar
E só ouve palavreado
Mas por mim isso não há-de ser
Que saio já daqui a correr
Pode ficar descansado!
Vejo também além no bar
O Morais de braços no ar
Fazendo um gesto apressado
E ao Morais também digo
Não te aborreças amigo
Que eu estou quase despachado!
O Aleixo por seu lado
Já com um ar cansado
Vai tentando moderar
Com o seu jeito afável
Vai de modo amigável
Deixando a gente falar
Amigos desculpem o mau jeito
Deste poeta imperfeito
Armado em improvisador
Se eu só versos sei fazer
Nisto não me devia meter
Tal como dizia o doutor!
E continuem a rimar
Não confundam com o remar
Que isso é coisa diferente
Remar contra ventos e marés
É uma coisa só para os Zés
Deste Portugal decadente!
Mas eu não gosto de cansar
Quem me está a escutar
E saio daqui quase a fugir
E vou-me também embora
Na verdade a esta hora
Eu já devia estar a dormir!
É uma rima directa
E pouco rebuscada
Para que possam entender
E não vá acontecer
Que ninguém perceba nada!
O Hélder está a reclamar
Que veio aqui ouvir versar
E só ouve palavreado
Mas por mim isso não há-de ser
Que saio já daqui a correr
Pode ficar descansado!
Vejo também além no bar
O Morais de braços no ar
Fazendo um gesto apressado
E ao Morais também digo
Não te aborreças amigo
Que eu estou quase despachado!
O Aleixo por seu lado
Já com um ar cansado
Vai tentando moderar
Com o seu jeito afável
Vai de modo amigável
Deixando a gente falar
Amigos desculpem o mau jeito
Deste poeta imperfeito
Armado em improvisador
Se eu só versos sei fazer
Nisto não me devia meter
Tal como dizia o doutor!
E continuem a rimar
Não confundam com o remar
Que isso é coisa diferente
Remar contra ventos e marés
É uma coisa só para os Zés
Deste Portugal decadente!
Mas eu não gosto de cansar
Quem me está a escutar
E saio daqui quase a fugir
E vou-me também embora
Na verdade a esta hora
Eu já devia estar a dormir!
12 novembro 2012
POESIA POPULAR
"fica logo no ouvido"
Ouvi alguém questionar
A poesia popular
Por estranho que pareça
Por isso vou esclarecer
Onde é que a meu ver
Estará a diferença
Se a poesia faz sentido
E fica logo no ouvido
De quem está a escutar
Então pode-se dizer
Quando isso acontecer
Que a poesia é popular!
Se é muito rebuscada
E ninguém percebe nada
Embora muito bem escrita
Não há nada que saber
Essa é, podem crer
A poesia erudita!
Alguém tentou explicar
A poesia popular
Mas isso não pode ser
A poesia não se explica
Porque isso só complica
O que o poeta quer dizer!
O homem tanto se esforçou
Que até quase exagerou
Na explicação que nos deu
Fomos tão esclarecidos
Que já meio adormecidos
No fim, ninguém percebeu!
Dizer que não deve tentar
Uma rima arranjar
Quem poeta o não for
É cortar a iniciativa
E a veia imaginativa
De todo o improvisador!
Mas fica a intenção
De nos dar uma lição
Com tema tão popular
O conselho que nos deu
Torne-o remédio seu
E aprenda a rimar!
Ouvi alguém questionar
A poesia popular
Por estranho que pareça
Por isso vou esclarecer
Onde é que a meu ver
Estará a diferença
Se a poesia faz sentido
E fica logo no ouvido
De quem está a escutar
Então pode-se dizer
Quando isso acontecer
Que a poesia é popular!
Se é muito rebuscada
E ninguém percebe nada
Embora muito bem escrita
Não há nada que saber
Essa é, podem crer
A poesia erudita!
Alguém tentou explicar
A poesia popular
Mas isso não pode ser
A poesia não se explica
Porque isso só complica
O que o poeta quer dizer!
O homem tanto se esforçou
Que até quase exagerou
Na explicação que nos deu
Fomos tão esclarecidos
Que já meio adormecidos
No fim, ninguém percebeu!
Dizer que não deve tentar
Uma rima arranjar
Quem poeta o não for
É cortar a iniciativa
E a veia imaginativa
De todo o improvisador!
Mas fica a intenção
De nos dar uma lição
Com tema tão popular
O conselho que nos deu
Torne-o remédio seu
E aprenda a rimar!
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