21 fevereiro 2012

CARNAVAL


Porque a vida são 2 dias e o Carnaval 3, há que viver o Carnaval com a maior alegria!!!


Oh tróica, troicazinha
Vai lá dar uma voltinha
Que nós queremos brincar
No dia de Carnaval
Ninguém vai levar a mal
Se não fôr-mos trabalhar!


Deixam o Coelho maluco
Que deveria ser mais astuto
Quando os decretos assinar
Mandar alguém contrariado
Ir para o trabalho obrigado
Só lá vai atrapalhar!


Oh Coelho toma atenção
Que as coisas como estão
Não se sabe onde irão parar
No trabalho extingues tantos postos
Qualquer dia para pagar os impostos
Só restam, tu e o Gaspar!


Faz lá os teus decretos
Trata-nos como objectos
Sem qualquer piedade ou dó
Que quando isto terminar
Tu acabarás por ficar
Triste e completamente só!

28 novembro 2011

O HOMEM

"... esse pequeno grande ser !!!"


O homem, esse grande e pequeno ser
Amarelo, branco ou preto, tão diverso
Grande, em conhecimento e saber
Pequeno, na grandiosidade do universo!

Cheio de males, medos e temores
Receia doença, dor, sofrimento
Sofre quase sempre com seus amores
Amargura num simples pensamento

Pleno de defeitos e virtudes
Com sentimento grande e profundo
São dele as nobres ou vis atitudes
Que vão sucedendo neste mundo!

Trás a guerra e a paz nas suas mãos
Nos seus olhos, a cobiça e a ambição
Rouba, tira ou dá, aos seus irmãos
E reza pedindo a Deus o seu perdão!

E no seu juízo final
De que foge e luta até poder
Morre, torna-se imortal
O homem, esse pequeno grande ser!

27 julho 2011

HISTORIAS DE GUERRA XI

"Pessoal, manga de catota!..."

Recordo hoje um pequeno episódio de guerra que ocorreu em 1974, na zona de Bassarel.

Diariamente um grupo de combate, da 3ª. Companhia, do Bat. Caç. 4615, sediada em Bassarel, fazia o patrulhamento da área, a fim de garantir a segurança do pessoal e detectar qualquer movimento suspeito das forças contrárias.

Certo dia, no decorrer de um patrulhamento, o grupo  segue pela orla da floresta  rodeando uma "Bolanha" que naquela altura do ano estava praticamente seca. O terreno fazia uma inclinação e na parte mais baixa subsistia ainda um pequeno poço de água que por vezes era aproveitado por elementos da população para as suas necessidades de banho e lavagem de roupa.

De repente eis que no outro lado da bolanha, a uma distância de 400 ou 500 metros, surge uma mulher que desprevenidamente se despojara da sua roupa e caminhava em direcção á água. Ao avistar a tropa a mulher pára e em geito de desafiador convite, grita:

-Pessoal, manga de catota!!!...

Ao ouvir esta frase o "Gato", alcunha de um dos nossos elementos impulsivamente arranca em direcção á mulher correndo desalmadamente pela bolanha fora!
Pelo caminho vai largando todo o equipamento que o possa atrapalhar na corrida. Tropeça aqui, cai acolá, continua a correr, na ânsia de chegar rapidamente junto da mulher.

Ao ver esta desenfreada corrida, a mulher entra rapidamente na floresta e desaparece.

O Gato continua a correr, até chegar ao outro lado, onde já não encontra a mulher.

Desiludido pelo inesperado desaparecimento, escuta atrás de si, as gargalhadas dos camaradas que aguardavam expectantes o desenlace desta acção.

Regressa ofegante, cansado, recolhendo todos os objectos que tinha deixado para trás e recebe uma valente reprimenda do comandante da patrulha. Com aquela impensada atitude tinha posto em risco não só a sua vida, como a vida de todos os seus camaradas de patrulha.

Felizmente foi apenas uma brincadeira da mulher e não uma perigosa armadilha como o comandante e os outros, chegaram a supor.

Para o Gato foi uma humilhação que teve de suportar por muito tempo, aguentando a chacota dos seus camaradas que de vez em quando faziam questão de lhe relembrar a cena.

Também eu, hoje, a relembro nestas minhas histórias de guerra ... apenas e só para vos dizer que apesar de tanto tempo passado, estes episódios continuam bem vivos na memória.

Se por um acaso, algum destes camaradas ler esta história, dê um sinal que pode ser apenas... eu estive lá!